Patrimônio Brasil : Palácio Cruz e Souza - Museu Histórico de Santa Catarina
Palácio Cruz e Souza - Museu Histórico de Santa Catarina

Cod: PA.06

Medidas: 19,0x13,0 cm


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Miniaturas / Museu Cruz e Souza / Palácio do Governo de Santa Catarina

Localizado em Florianópolis, no Centro. Construído no século XVIII para residência e local de trabalho do Presidente da Província e posteriormente como sede do governo de Santa Catarina.

R$ 50,00

Mais Informações

Um dos pontos de destaque do centro histórico de Florianópolis é o antigo Palácio do Governo, construído no século XVIII, conforme uma planta do brigadeiro José da Silva Paes. Servia de residência e local de trabalho para o Presidente da Província e, mais tarde, para os governadores de Santa Catarina. 

Recebeu visitas ilustres, como D. Pedro I e D. Pedro II, e foi palco de episódio dramático por ocasião da Revolução Federalista, quando, em1891, foi tomado de assalto por revolucionários que se colocaram contra a política de Floriano Peixoto em Santa Catarina.    

Entre 1894 e 1898, no Governo de Hercílio Luz, o prédio foi reformado, perdendo suas características coloniais originais, assumindo a linguagem eclética, repleta de elementos decorativos.  Em 1979 passou a ser denominado Palácio Cruz e Souza. Deixou de sediar o Governo do Estado em 1984 e abriga o Museu Histórico de Santa Catarina. 

Dados Técnicos

Peça produzida artesanalmente em escala reduzida, confeccionada em gesso e resina, pintada a mão. Envelhecida e protegida com camada de verniz impermeabilizante.
Cada peça é embalada individualmente, com proteção extra em plástico bolha.

Florianópolis

    Os habitantes da região de Florianópolis na época da chegada dos europeus eram os índios carijós, de origem  tupi-guarani. Praticavam a agricultura, mas tinham na pesca e coleta de moluscos as atividades básicas para sua subsistência. Porém, outras populações mais antigas habitaram a ilha em tempos mais remotos. Existem indícios de presença do chamado Homem de Sambaqui em sítios arqueológicos cujos registros mais antigos datam de 4800 a.C.

  A Ilha de Santa Catarina possui numerosas inscrições rupestres e algumas oficinas líticas, em várias de suas praias. A Ilha de Santa Catarina era conhecida como “Meiembipe” (montanha ao longo do mar) pelos carijós. O estreito que a separa do continente era chamado “Y-Jurerê-Mirim”, termo que quer dizer “pequena boca d’água”.


    No início do século XVI, embarcações que demandavam a Bacia do Prata aportavam na Ilha de Santa Catarina para abastecer-se de água e víveres. Nessa época ocorreram naufrágios  junto à costa da ilha;esses naufrágios deram origem a dois projetos de arqueologia subaquática em Florianópolis. Artefatos e partes das embarcações foram recuperados pelos pesquisadores responsáveis por essas iniciativas.


    A fundação efetiva da Póvoa de Nossa Senhora do Desterro ocorreu por iniciativa do bandeirante paulista Francisco Dias Velho, por volta de 1651. Em 1678 ele deu início à construção da Capela de Nossa Senhora do Desterro, definindo o centro do povoado e marcando o nascimento da Vila. Aos poucos foi se processando uma ocupação litorânea lenta e espontânea, por meio de sesmarias. Historicamente a Ilha de Santa Catarina, e posteriormente a Póvoa de Nossa Senhora do Desterro, se destacou como núcleo central do processo de ocupação do litoral sul brasileiro, e foi uma das principais portas de entrada para o Brasil Meridional. 


    A partir da vinda de Francisco Dias Velho intensificou-se o fluxo de “paulistas” e “vicentistas”  que ocuparam vários outros pontos do litoral.  A partir da fundação da Colônia de Sacramento (1680), e da conseqüente necessidade de dar-lhe cobertura militar, a ilha catarinense passou a representar um ponto estratégico de importância para a Coroa Portuguesa. A sua posição era valorizada por situar-se praticamente a meio caminho entre o Rio de Janeiro e Buenos Aires, na época as duas maiores cidades litorâneas da face atlântica da América do Sul. A localização geográfica e as vantagens físicas do porto desterrense impuseram-se às razões políticas e econômicas, justificando a criação da Capitania da Ilha de Santa Catarina (1738) e motivando a implantação do mais expressivo conjunto defensivo litorâneo do sul do Brasil, com a construção das fortalezas de Anhatomirim, Ratones e São José da Pontagrossa. Esse fato resultou num importante passo na ocupação da ilha.

  Em 1726, Nossa Senhora do Desterro foi elevada à categoria de “Vila”, a partir de seu desmembramento de Laguna. Em meados do século, a ilha de Santa Catarina passou a receber uma expressiva quantidade de imigrantes  das ilhas dos Açores, incentivados pela Coroa Portuguesa. Com a ocupação, prosperaram a agricultura e a indústria manufatureira de algodão e linho, permanecendo, ainda hoje, resquícios desse passado, no que se refere à confecção artesanal da farinha de mandioca e das rendas de bilro. Em meados do século XVIII, verifica-se a implantação das “armações” para pesca da baleia, em Armação da Piedade e Armação do Pântano do Sul cujo óleo era comercializado pela Coroa. 
 

  O início do povoamento se deu no entorno da atual Praça XV de Novembro, onde se localiza o chamado “Centro Histórico” da cidade. A região apresenta o maior adensamento de edificações preservadas, cuja tipologia é típica do período colonial. Em torno da praça foram erguidas a primeira capela (hoje substituída pela Catedral Metropolitana), as primeiras edificações oficiais (Casa da Câmara e Cadeia, Palácio do Governo), e as primeiras moradas de alvenaria. Inicialmente a povoação se estendeu à leste da praça, e posteriormente à oeste, ocupando as áreas mais baixas, limitadas pelo mar e pelas colinas. Posteriormente foram surgindo os primeiros caminhos, em função da necessidade de ligação com as fortificações, construídas no séc. XVIII para defesa da povoação, formando assim os embriões dos futuros bairros. Com o desenvolvimento e expansão da cidade foram aparecendo outros bairros, com características próprias, tais como o “Bairro do Menino Deus”, junto com o Hospital de Caridade, o “Bairro da Tronqueira”, no entorno da rua General Bittencourt, e o “Bairro do Mato Grosso”, no entorno da Praça Getúlio Vargas. Esta evolução da cidade, com a modernização, trouxe novos padrões arquitetônicos, que enriqueceram a imagem urbana.


    No século XIX, Desterro foi elevada à categoria de cidade; tornou-se capital da Província de Santa Catarina em 1823 e inaugurou um período de prosperidade.  Projetaram-se a melhoria do porto e a construção de edifícios públicos, entre outras obras urbanas. A modernização política e a organização de atividades culturais também se destacaram, marcando inclusive os preparativos para a recepção ao Imperador D. Pedro II (1845). Em outubro desse mesmo ano, ancorada a embarcação imperial nos arredores da ilha, D. Pedro permaneceu em solo catarinense por quase um mês.

    Em 1891, quando o marechal Deodoro da Fonseca, por influência da Revolta da Armada, renunciou à presidência da recém-instituída república, o vice-presidente Floriano Peixoto assumiu o poder, mas não convocou eleições após isso, contrariando o prescrito na Constituição promulgada neste mesmo ano, fato que gerou duas revoltas: a 2ª Revolta da Armada (originária da Marinha, no Rio) e a Revolução Federalista (patrocinada por fazendeiros gaúchos). As duas insurreições chegaram ao Desterro com o apoio dos catarinenses, contidas, entretanto, por Floriano Peixoto ao aprisionar seus líderes que vieram a ser fuzilados na Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim. Com isso, restaram no domínio da cidade tão-somente simpatizantes do presidente, que, em sua homenagem, deram a capital a denominação de Florianópolis.
   

Desde o início do sec. XX, a cidade passou por profundas transformações. A construção civil fez-se um dos seus principais suportes econômicos. A implantação das redes básicas de energia elétrica, do sistema de fornecimento de água e da rede de esgotos somou-se à construção da Ponte Hercílio Luz, tudo a assinalar o processo de desenvolvimento urbano. Além disso, em1943 foi anexada ao município a parte continental, antes pertencente à vizinha São José. Ao final do século XX, a ilha experimentou singular afluência de novos moradores e os bairros mais afastados da ilha também foram objeto de intensa urbanização. Foram construídas duas novas pontes ligando a ilha ao continente.
 

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